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06/10/2017 - IPCA de setembro reforça expectativa de juro menor


O índice de inflação de setembro divulgado hoje pelo IBGE, de 0,16% e de apenas 2,54% em doze meses, reforça a expectativa de que o IPCA de 2017 chegue a dezembro abaixo de 3%. Seria a primeira vez, desde a implantação do sistema de metas de inflação em 1999, que a inflação ficaria abaixo do piso da meta.


Pelas regras do jogo, a meta é um alvo e, em torno dele, se admite um desvio. Para mais ou para menos. No caso da meta deste ano, de 4,5%, a margem é de 1,5 ponto percentual. Significa que a meta estará cumprida se: a inflação chegar no máximo a 6% e no mínimo a 3%.


Se inflação estourar o teto, isso indica tendência de sair de controle, o que exigiria rigor maior do Banco Central na aplicação de seu instrumento, a taxa de juros. Se furar o piso, indicaria que o Banco Central foi rigoroso demais, sacrificando o crescimento e o emprego.


Seria o caso atual? Parece que não. A queda acentuada da inflação, muito além do que imaginava o próprio Banco Central e os mais otimistas dentre os analistas, se deve a uma favorável conjunção de fatores.


Dentre eles: recuperação da credibilidade do Banco Central, reorientação da política econômica e também à força do prolongado ciclo recessivo, derrubando vendas, provocando queda no salário, aumento do desemprego.


Mas também pela intensa deflação no preço dos alimentos. Já são cinco meses consecutivos de queda na média de preços.  O efeito da safra agrícola recorde não durará para sempre.


Outro dado importante: a queda da inflação está se dando no momento em que a economia reage, alavancada pelo aumento do consumo, especialmente das famílias.


O que o resultado de setembro enseja é a discussão sobre se ele levará a uma queda ainda maior na taxa de juros. Formalmente, o Banco Central sinaliza com mais dois cortes de 0,5 ponto percentual. O que leria a Selic para 7,255 ao ano.


Mas bancos e consultorias estão revendo projeções e alguns já falam em juro abaixo de 7% ao ano.


Um rastreamento de tudo o que Ilan Goldfajn disse e escreveu desde que assumiu o Banco Central em junho do ano passado mostra que: ele sempre deixou clara a disposição de calibrar a taxa de juros no nível em que for necessário para cumprir a meta; que não tem receio de reduzir a taxa, se as condições na economia permitirem.

 

Link: http://g1.globo.com/economia/blog/joao-borges/post/ipca-de-setembro-reforca-expectativa-de-juro-menor.html

Fonte: G1

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Hashimoto & Augusto
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